intensidade dos furacões tropicais é medida por meio de uma escala que vai da categoria 1 até a categoria. Chamada de escala de Saffir-Simpson, ela classifica a força dos furacões de acordo com a velocidade dos ventos.
Muitas vezes, um furacão de categoria 1, após se formar sobre o oceano, pode passar até para a categoria 5 em poucos dias. Aqueles que se intensificam mais rapidamente, em cerca de 80% das vezes sobem para níveis de categoria entre 3 e 5.
Ao mesmo tempo, os furacões que se intensificam mais rapidamente são ainda mais difíceis de prever. Dessa forma, eles apresentam maior potencial de provocar danos significativos.
Estudo de um grupo de pesquisadores de universidades dos Estados Unidos identificou um crescimento nas taxas de intensificação de ciclones tropicais do Atlântico Norte. Um dos fatores para a tendência seria o aquecimento global.
Evidências anteriores sugeriam que áreas que experimentaram o maior aumento na temperatura da superfície do mar estavam associadas a mudanças positivas nas taxas de intensificação. Para investigar a tendência, os pesquisadores analisaram duas séries de dados abrangendo o período entre 1982 e 2009.
A fim de explorar uma possível influência do aquecimento global, simularam-se quatro cenários em um modelo climático. O primeiro representava o sistema climático sem a influência do aquecimento, no qual se reproduzia somente a variabilidade natural.
Os outros três cenários incluíam níveis diferentes de aquecimento, até alcançar o observado no ano de 2015.
Nas duas séries de dados, identificou-se um aumento significativo nas taxas de intensificação de furacões na bacia do Atlântico. Em escala global, também se verificou um pequeno aumento, mas a tendência sofre de incertezas em função da menor qualidade e disponibilidade de dados.
Em comparação com a análise do cenário sem influência do aquecimento global, a elevação das taxas de intensificação de ciclones tropicais no Atlântico se mostraram anormais, altamente incomuns. A variabilidade natural não seria suficiente para explicar a tendência.
O estudo concluiu que o aquecimento global contribuiu para o crescimento da taxa de intensificação dos furacões na bacia do Atlântico. Uma avaliação global dependerá de levantamento de dados mais confiáveis.
Mais informações: Bhatia, Kieran T., et al. "Recent increases in tropical cyclone intensification rates." Nature communications 10.1 (2019): 635.
Imagem: Pixabay
Muitas vezes, um furacão de categoria 1, após se formar sobre o oceano, pode passar até para a categoria 5 em poucos dias. Aqueles que se intensificam mais rapidamente, em cerca de 80% das vezes sobem para níveis de categoria entre 3 e 5.
Ao mesmo tempo, os furacões que se intensificam mais rapidamente são ainda mais difíceis de prever. Dessa forma, eles apresentam maior potencial de provocar danos significativos.
Estudo de um grupo de pesquisadores de universidades dos Estados Unidos identificou um crescimento nas taxas de intensificação de ciclones tropicais do Atlântico Norte. Um dos fatores para a tendência seria o aquecimento global.
Evidências anteriores sugeriam que áreas que experimentaram o maior aumento na temperatura da superfície do mar estavam associadas a mudanças positivas nas taxas de intensificação. Para investigar a tendência, os pesquisadores analisaram duas séries de dados abrangendo o período entre 1982 e 2009.
A fim de explorar uma possível influência do aquecimento global, simularam-se quatro cenários em um modelo climático. O primeiro representava o sistema climático sem a influência do aquecimento, no qual se reproduzia somente a variabilidade natural.
Os outros três cenários incluíam níveis diferentes de aquecimento, até alcançar o observado no ano de 2015.
Nas duas séries de dados, identificou-se um aumento significativo nas taxas de intensificação de furacões na bacia do Atlântico. Em escala global, também se verificou um pequeno aumento, mas a tendência sofre de incertezas em função da menor qualidade e disponibilidade de dados.
Em comparação com a análise do cenário sem influência do aquecimento global, a elevação das taxas de intensificação de ciclones tropicais no Atlântico se mostraram anormais, altamente incomuns. A variabilidade natural não seria suficiente para explicar a tendência.
O estudo concluiu que o aquecimento global contribuiu para o crescimento da taxa de intensificação dos furacões na bacia do Atlântico. Uma avaliação global dependerá de levantamento de dados mais confiáveis.
Mais informações: Bhatia, Kieran T., et al. "Recent increases in tropical cyclone intensification rates." Nature communications 10.1 (2019): 635.
Imagem: Pixabay

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