O planejamento público da mobilidade urbana da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, irá agravar as emissões de gases de efeito estufa pelo setor de transporte do município, identificou estudo de pesquisadores brasileiros.
O setor de transportes é responsável por uma parcela significativa tanto do consumo mundial de energia quanto das emissões de gases de efeito estufa. Alcançar a meta de limitar o aquecimento global exigirá que a eliminação das emissões pelo setor.
Segundo o estudo, na América Latina o setor de transportes responde por 35% das emissões totais de gases de efeito estufa. Elas tem origem predominantemente no segmento rodoviário, que pode responder por até 92% do total de gases liberados pelo setor.
A contribuição do setor de transportes para as emissões totais na América Latina é maior do que em outras regiões do mundo. Além disso, o setor apresenta as taxas mais elevadas de emissão entre todos os setores da economia, apresentando enormes desafios para implantar medidas de mitigação.
A questão da mobilidade urbana é regulada no Brasil por meio da Lei 12.587, publicada em 2012. Ela institui a política nacional do tema e estabelece que os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano de Mobilidade Urbana.
O plano inclui os objetivos e medidas voltadas à mobilidade urbana no município. Inclui o planejamento do uso dos espaços públicos para a circulação, abrangendo o transporte coletivo, o tráfego rodoviário, infraestrutura, acessibilidade, entre outros.
O Plano de Mobilidade Urbana institui as diretrizes e o planejamento do setor de transportes nas cidades. Assim, ele apresenta uma influência decisiva sobre as emissões futuras de gases de efeito estufa do setor.
Muitas vezes, no entanto, o Plano de Mobilidade Urbana não considera adequadamente as metas de redução das emissões.
Para investigar o tema, os pesquisadores realizaram o primeiro inventário de emissões do setor de transporte da cidade de Natal. Eles levantaram um conjunto de dados sobre o transporte público e privado no município entre os anos de 2012 e 2015 - como, por exemplo, o consumo de combustíveis.
A partir do inventário de emissões, foram realizados quatro cenários futuros para os anos de 2020 e 2025. Dois deles abrangeram possíveis implicações da implementação do Plano de Mobilidade Urbana de Natal. Os outros dois cenários priorizaram a redução das emissões pelo transporte urbano.
O setor de transportes é responsável por uma parcela significativa tanto do consumo mundial de energia quanto das emissões de gases de efeito estufa. Alcançar a meta de limitar o aquecimento global exigirá que a eliminação das emissões pelo setor.
Segundo o estudo, na América Latina o setor de transportes responde por 35% das emissões totais de gases de efeito estufa. Elas tem origem predominantemente no segmento rodoviário, que pode responder por até 92% do total de gases liberados pelo setor.
A contribuição do setor de transportes para as emissões totais na América Latina é maior do que em outras regiões do mundo. Além disso, o setor apresenta as taxas mais elevadas de emissão entre todos os setores da economia, apresentando enormes desafios para implantar medidas de mitigação.
A questão da mobilidade urbana é regulada no Brasil por meio da Lei 12.587, publicada em 2012. Ela institui a política nacional do tema e estabelece que os municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar um Plano de Mobilidade Urbana.
O plano inclui os objetivos e medidas voltadas à mobilidade urbana no município. Inclui o planejamento do uso dos espaços públicos para a circulação, abrangendo o transporte coletivo, o tráfego rodoviário, infraestrutura, acessibilidade, entre outros.
O Plano de Mobilidade Urbana institui as diretrizes e o planejamento do setor de transportes nas cidades. Assim, ele apresenta uma influência decisiva sobre as emissões futuras de gases de efeito estufa do setor.
Muitas vezes, no entanto, o Plano de Mobilidade Urbana não considera adequadamente as metas de redução das emissões.
Para investigar o tema, os pesquisadores realizaram o primeiro inventário de emissões do setor de transporte da cidade de Natal. Eles levantaram um conjunto de dados sobre o transporte público e privado no município entre os anos de 2012 e 2015 - como, por exemplo, o consumo de combustíveis.
A partir do inventário de emissões, foram realizados quatro cenários futuros para os anos de 2020 e 2025. Dois deles abrangeram possíveis implicações da implementação do Plano de Mobilidade Urbana de Natal. Os outros dois cenários priorizaram a redução das emissões pelo transporte urbano.
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| Gráfico do inventário das emissões de gases de efeito estufa pelo transporte urbano de Natal entre 2012 e 2015. Fonte: figura 3 do estudo. |
Estimou-se que as emissões anuais do setor de transporte urbano de Natal variaram de 624 a cerca de 658 mil toneladas de CO2 equivalente entre 2012 e 2015. A maior parte, aproximadamente 60%, deve-se ao transporte motorizado individual - os carros privados.
O transporte de mercadorias e serviços urbanos respondeu por cerca de 28% das emissões totais do ano de 2015.
O estudo mostrou que nos cenários baseados no Plano de Mobilidade Urbana de Natal, as emissoes do setor de transporte municipal irão subir. Elas tendem a ficar quase 21% maiores até 2025.
Os cenários voltados para a mitigação privilegiaram o transporte coletivo, a substituição de combustíveis fósseis por motores elétricos e incentivos ao transporte não motorizado. Eles poderiam resultar em uma diminuição inicial de aproximadamente 45.000 toneladas de CO2eq das futuras emissões em 2025.
A implantação de medidas mais ambiciosas, integrando transporte público de alta capacidade e eletrificado na rede municipal, poderia levar a uma redução de até um terço das futuras emissões totais.
O modo mais eficiente de mitigação das emissões diretas do transporte urbano seria a implantação de um sistema de bicicletas. Transportes coletivos eletrificados também representaram boas opções de mitigação.
Os resultados indicaram que os formuladores de políticas deveriam rever os critérios adotados no Plano de Mobilidade Urbana de Natal. É preciso incorporar o compromisso nacional brasileiro de combate ao aquecimento global, privilegiando investimentos em modos de transporte com menores emissões.
Mais informações: Lopes Toledo, A., & Lèbre La Rovere, E. (2018). Urban Mobility and Greenhouse Gas Emissions: Status, Public Policies, and Scenarios in a Developing Economy City, Natal, Brazil. Sustainability, 10(11), 3995.
Imagem: figura 1 do estudo - mapa de localização de Natal
O transporte de mercadorias e serviços urbanos respondeu por cerca de 28% das emissões totais do ano de 2015.
O estudo mostrou que nos cenários baseados no Plano de Mobilidade Urbana de Natal, as emissoes do setor de transporte municipal irão subir. Elas tendem a ficar quase 21% maiores até 2025.
Os cenários voltados para a mitigação privilegiaram o transporte coletivo, a substituição de combustíveis fósseis por motores elétricos e incentivos ao transporte não motorizado. Eles poderiam resultar em uma diminuição inicial de aproximadamente 45.000 toneladas de CO2eq das futuras emissões em 2025.
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| Gráfico de cenários de emissões pelo transporte público de Manaus. Retrata os cenários baseados no PMU (linhas preta e cinza) e na prioridade à mitigação (linhas verdes). Fonte: figura 8 do estudo. |
A implantação de medidas mais ambiciosas, integrando transporte público de alta capacidade e eletrificado na rede municipal, poderia levar a uma redução de até um terço das futuras emissões totais.
O modo mais eficiente de mitigação das emissões diretas do transporte urbano seria a implantação de um sistema de bicicletas. Transportes coletivos eletrificados também representaram boas opções de mitigação.
Os resultados indicaram que os formuladores de políticas deveriam rever os critérios adotados no Plano de Mobilidade Urbana de Natal. É preciso incorporar o compromisso nacional brasileiro de combate ao aquecimento global, privilegiando investimentos em modos de transporte com menores emissões.
Mais informações: Lopes Toledo, A., & Lèbre La Rovere, E. (2018). Urban Mobility and Greenhouse Gas Emissions: Status, Public Policies, and Scenarios in a Developing Economy City, Natal, Brazil. Sustainability, 10(11), 3995.
Imagem: figura 1 do estudo - mapa de localização de Natal



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