No início do último período interglacial, há cerca de 127.000 anos atrás, o nível médio do mar subiu 6 metros acima dos níveis atuais, identificou estudo de um grupo internacional de cientistas. A descoberta poderá auxiliar nas projeções de aumento do nível do mar devido ao aquecimento global.
O sistema climático terrestre intercala períodos glaciais - as eras do gelo - e períodos interglaciais. O auge da última glaciação ocorreu a aproximadamente 20.000 anos atrás, quando calotas polares se formaram no hemisfério norte e o nível médio do mar era mais de 120 metros menor do que no presente.
Por volta de 12.000 anos atrás, o planeta entrou no atual período interglacial, marcado pelo aumento das temperaturas, retração das massas de gelo e aumento do nível do mar.
O período interglacial anterior ao atual se deu entre 127.000 e 116.000 anos atrás. A temperatura média global era entre 1°C e 2°C mais quente do que os níveis pré-industriais, o que torna esse período particularmente interessante para explorar as possíveis consequências do aquecimento atual no sistema climático.
Uma dos aspectos pesquisado do último período interglacial consiste no nível médio do mar. Estimativas anteriores apontaram que o nível do mar subira entre 6 a 9 metros acima do nível atual. Também se acreditava que o nível se mantivera instável, com episódios de oscilações sobrepostos.
O nível mais elevado do mar durante o período teria sido causado pelo derretimento de parcelas das calotas polares da Groenlândia e do oeste da Antártica.
As estimativas anteriores se baseavam em análises de recifes de coral. Segundo o estudo, esse método se caracterizava por um grau maior de incerteza, porque a datação dos corais não alcançava precisão suficiente para detalhar a magnitude e a época das variações no nível do mar.
A fim de produzir um levantamento mais preciso, os cientistas recorreram a um outro tipo de registro paleoclimático. Eles analisaram espeleotemas de cavernas ao longo da costa leste da ilha espanhola de Maiorca, no Mediterrâneo.
Parcialmente submersas, a água no interior das cavernas corresponde ao nível do mar. Os epeleotemas se formam nas paredes da caverna quando submersos pela água salobra. O nível da água precisa estar estável para que os espeleotemas cresçam.
Por meio da análise dessa formações sua datação, o estudo logrou detectar o nível da água durante o último período interglacial, obtendo resultados mais precisos. Modelos computacionais foram usados para reconstruir o nível médio do mar.
O estudo conclui que, no início do último período interglacial, 127.000 anos atrás, o nível médio do mar subiu para 6 metros acima do nível atual. A partir daí, teria caído para 2 metros até 122.000 anos atrás e permanecido estável até o início da glaciação, há aproximadamente 116.000 anos atrás.
Assim, o nível médio do mar teria sido mais estável do que o suposto anteriormente, mesmo frente a pequenas variações na temperatura média global.
Ao mesmo tempo, os cientistas alertaram que aumentos da temperatura maiores que 1,5°C a 2°C acima dos níveis pré-industriais foram acompanhados no passado terrestre de elevações do nível do mar entre 2 a 6 metros.
O mesmo tipo de consequência poderá acontecer em função do aquecimento global em curso no presente. Para projetar os impactos nas zonas costeiras do mundo, ainda é necessária pesquisas a respeito de quanto o nível do mar subirá em resposta ao aquecimento, e quão rápido.
Fonte: Universidade do Novo México
Imagem: Unsplash/ Oscar Nord - Majorca
O sistema climático terrestre intercala períodos glaciais - as eras do gelo - e períodos interglaciais. O auge da última glaciação ocorreu a aproximadamente 20.000 anos atrás, quando calotas polares se formaram no hemisfério norte e o nível médio do mar era mais de 120 metros menor do que no presente.
Por volta de 12.000 anos atrás, o planeta entrou no atual período interglacial, marcado pelo aumento das temperaturas, retração das massas de gelo e aumento do nível do mar.
O período interglacial anterior ao atual se deu entre 127.000 e 116.000 anos atrás. A temperatura média global era entre 1°C e 2°C mais quente do que os níveis pré-industriais, o que torna esse período particularmente interessante para explorar as possíveis consequências do aquecimento atual no sistema climático.
Uma dos aspectos pesquisado do último período interglacial consiste no nível médio do mar. Estimativas anteriores apontaram que o nível do mar subira entre 6 a 9 metros acima do nível atual. Também se acreditava que o nível se mantivera instável, com episódios de oscilações sobrepostos.
O nível mais elevado do mar durante o período teria sido causado pelo derretimento de parcelas das calotas polares da Groenlândia e do oeste da Antártica.
As estimativas anteriores se baseavam em análises de recifes de coral. Segundo o estudo, esse método se caracterizava por um grau maior de incerteza, porque a datação dos corais não alcançava precisão suficiente para detalhar a magnitude e a época das variações no nível do mar.
A fim de produzir um levantamento mais preciso, os cientistas recorreram a um outro tipo de registro paleoclimático. Eles analisaram espeleotemas de cavernas ao longo da costa leste da ilha espanhola de Maiorca, no Mediterrâneo.
Parcialmente submersas, a água no interior das cavernas corresponde ao nível do mar. Os epeleotemas se formam nas paredes da caverna quando submersos pela água salobra. O nível da água precisa estar estável para que os espeleotemas cresçam.
Por meio da análise dessa formações sua datação, o estudo logrou detectar o nível da água durante o último período interglacial, obtendo resultados mais precisos. Modelos computacionais foram usados para reconstruir o nível médio do mar.
O estudo conclui que, no início do último período interglacial, 127.000 anos atrás, o nível médio do mar subiu para 6 metros acima do nível atual. A partir daí, teria caído para 2 metros até 122.000 anos atrás e permanecido estável até o início da glaciação, há aproximadamente 116.000 anos atrás.
Assim, o nível médio do mar teria sido mais estável do que o suposto anteriormente, mesmo frente a pequenas variações na temperatura média global.
Ao mesmo tempo, os cientistas alertaram que aumentos da temperatura maiores que 1,5°C a 2°C acima dos níveis pré-industriais foram acompanhados no passado terrestre de elevações do nível do mar entre 2 a 6 metros.
O mesmo tipo de consequência poderá acontecer em função do aquecimento global em curso no presente. Para projetar os impactos nas zonas costeiras do mundo, ainda é necessária pesquisas a respeito de quanto o nível do mar subirá em resposta ao aquecimento, e quão rápido.
Fonte: Universidade do Novo México
Imagem: Unsplash/ Oscar Nord - Majorca

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