Com o avanço do aquecimento global, o rendimento dos cultivos de arroz, milho e trigo poderá ser significativamente afetado por pragas de insetos. Essas perdas irão se somar àquelas provocadas pelas mudanças climáticas, concluiu estudo de pesquisadores de universidades dos Estados Unidos.
Usualmente, avaliações do impacto do aquecimento sobre a produção agrícola consideram somente os impactos do clima. Mas pragas de inseto respondem atualmente por cerca de 5% a 20% de perdas no cultivo do arroz, do milho e do trigo. Elas também sofrerão a influência do aquecimento.
A fim de avaliar as perdas futuras na agricultura, os pesquisadores investigaram as relações entre a temperatura e o crescimento populacional e as taxas metabólicas dos insetos.
Em condições de temperaturas mais altas, verifica-se um aumento no metabolismo dos insetos. Como consequência, eles passam a consumir uma quantidade maior de alimento, afirmaram os cientistas.
No caso da população, o crescimento depende de uma faixa de temperatura ideal. Caso se torne muito frio ou muito quente, a taxa de crescimento populacional de insetos diminuirá.
Utilizando um modelo computacional, o estudo explorou a perda causada pelas pragas em um conjunto de diferentes cenários climáticos futuros. Para cada elevação da temperatura média global em 1 grau Celsius, as simulações apontaram para perdas adicionais entre 10% a 25% dos cultivos.
Em um cenários de aquecimento de 2oC acima dos níveis pré-industriais, os pesquisadores estimaram perdas anuais de aproximadamente 213 milhões de toneladas para os três grãos.
As zonas temperadas do planeta registrariam as maiores perdas. Nelas, o aquecimento traria uma combinação de maiores taxas metabólicas e maior aumento da população de insetos. A China, os Estados Unidos e a França, grandes produtores de milho, trigo e arroz, experimentariam grandes perdas.
Entre os três tipos de grão, o trigo mostrou uma vulnerabilidade maior. Isso foi devido ao fato de que ele é cultivado atualmente em climas frios. O aumento das temperaturas tenderá a intensificar o metabolismo dos insetos nessas regiões, bem como a estimular o crescimento das populações e a taxa de sobrevivência durante o inverno.
Além de se adaptar às mudanças no clima, os agricultores terão de lidar com alterações na ocorrência e intensidade das pragas. É preciso desenvolver pesquisas específicas por região e por tipo de cultivo, recomendaram os pesquisadores.
Fonte: Universidade de Vermont
Imagem: Flickr/ Jacinta Lluch Valero
Usualmente, avaliações do impacto do aquecimento sobre a produção agrícola consideram somente os impactos do clima. Mas pragas de inseto respondem atualmente por cerca de 5% a 20% de perdas no cultivo do arroz, do milho e do trigo. Elas também sofrerão a influência do aquecimento.
A fim de avaliar as perdas futuras na agricultura, os pesquisadores investigaram as relações entre a temperatura e o crescimento populacional e as taxas metabólicas dos insetos.
Em condições de temperaturas mais altas, verifica-se um aumento no metabolismo dos insetos. Como consequência, eles passam a consumir uma quantidade maior de alimento, afirmaram os cientistas.
No caso da população, o crescimento depende de uma faixa de temperatura ideal. Caso se torne muito frio ou muito quente, a taxa de crescimento populacional de insetos diminuirá.
Utilizando um modelo computacional, o estudo explorou a perda causada pelas pragas em um conjunto de diferentes cenários climáticos futuros. Para cada elevação da temperatura média global em 1 grau Celsius, as simulações apontaram para perdas adicionais entre 10% a 25% dos cultivos.
Em um cenários de aquecimento de 2oC acima dos níveis pré-industriais, os pesquisadores estimaram perdas anuais de aproximadamente 213 milhões de toneladas para os três grãos.
As zonas temperadas do planeta registrariam as maiores perdas. Nelas, o aquecimento traria uma combinação de maiores taxas metabólicas e maior aumento da população de insetos. A China, os Estados Unidos e a França, grandes produtores de milho, trigo e arroz, experimentariam grandes perdas.
Entre os três tipos de grão, o trigo mostrou uma vulnerabilidade maior. Isso foi devido ao fato de que ele é cultivado atualmente em climas frios. O aumento das temperaturas tenderá a intensificar o metabolismo dos insetos nessas regiões, bem como a estimular o crescimento das populações e a taxa de sobrevivência durante o inverno.
Além de se adaptar às mudanças no clima, os agricultores terão de lidar com alterações na ocorrência e intensidade das pragas. É preciso desenvolver pesquisas específicas por região e por tipo de cultivo, recomendaram os pesquisadores.
Fonte: Universidade de Vermont
Imagem: Flickr/ Jacinta Lluch Valero

Comentários
Postar um comentário