As pastagens constituem sumidouros de carbono mais resistentes do que alguns tipos de florestas, apontou estudo de pesquisadores dos Estados Unidos. Esse tipo de ecossistema deveria ser considerado em políticas climáticas de mitigação do aquecimento global.
Atualmente, as florestas possuem um papel fundamental no sequestro do dióxido de carbono - CO2 - da atmosfera. Através da fotossíntese, elas retiram o carbono do ar e o utilizam principalmente para formar a biomassa e as folhas.
Todavia, frente às mudanças no clima causadas pelo aquecimento, como, por exemplo, temperaturas mais altas ou condições mais secas, as florestas ficarão submetidas a um maior risco de incêndio. A queima da biomassa e das folhas libera grande quantidade de carbono armazenado para a atmosfera.
Por sua vez, a maior parte do carbono sequestrado nas pastagens ou pradarias se encontra no subsolo. As queimadas queimam a superfície, mas, segundo o estudo, o carbono fixado nas raízes e no solo tende a ser preservado.
A fim de avaliar o impacto dos incêndios sobre o fluxo do carbono de florestas e pastagens da Califórnia, os pesquisadores utilizaram um modelo climático. Foram avaliados cenários futuros em que o aquecimento seria limitado a 1,7oC ou avançaria para 4,8oC acima dos níveis pré-industriais até 2100.
Os cenários também consideraram intervalos periódicos de seca, como aqueles associados ao ciclo do La Niña e El Niño, bem como eventos de secas extremas, capazes de durar um século ou mais.
Os resultados indicaram que somente no cenário de limitação do aquecimento, as florestas californianas continuaram a sequestrar carbono da atmosfera. Nos demais cenários, o impacto das queimadas invertia o fluxo de carbono nas florestas, e elas se tornavam fontes de emissão de CO2.
As pastagens resistiram melhor ao novo regime de queimadas, armazenando um pouco de carbono mesmo durante as simulações de secas extremas.
De acordo com os pesquisadores, em um clima estável, as florestas representam um sumidouro de carbono maior e mais relevante do que as pastagens. Mas o aumento das temperaturas, das secas e dos incêndios no futuro pode fazer com que as pastagens e pradarias se transformem em sumidouros mais importantes.
O estudo não incluiu alternativas de manejo florestas que minimizem o risco de incêndios. Os pesquisadores ressaltaram que tais medidas devem ser implementadas para que o fluxo de carbono desses ecossistemas seja preservado.
Mas as pastagens e pradarias poderiam ser incluídas em políticas climáticas. É o caso do mercado de carbono da Califórnia. A conservação e o manejo sustentável das de pastagem pode contribuir decisivamente para o seqüestro de carbono, ajudando a cumprir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: Universidade da Califórnia
Imagem: Unsplash/ Taduuda
Atualmente, as florestas possuem um papel fundamental no sequestro do dióxido de carbono - CO2 - da atmosfera. Através da fotossíntese, elas retiram o carbono do ar e o utilizam principalmente para formar a biomassa e as folhas.
Todavia, frente às mudanças no clima causadas pelo aquecimento, como, por exemplo, temperaturas mais altas ou condições mais secas, as florestas ficarão submetidas a um maior risco de incêndio. A queima da biomassa e das folhas libera grande quantidade de carbono armazenado para a atmosfera.
Por sua vez, a maior parte do carbono sequestrado nas pastagens ou pradarias se encontra no subsolo. As queimadas queimam a superfície, mas, segundo o estudo, o carbono fixado nas raízes e no solo tende a ser preservado.
A fim de avaliar o impacto dos incêndios sobre o fluxo do carbono de florestas e pastagens da Califórnia, os pesquisadores utilizaram um modelo climático. Foram avaliados cenários futuros em que o aquecimento seria limitado a 1,7oC ou avançaria para 4,8oC acima dos níveis pré-industriais até 2100.
Os cenários também consideraram intervalos periódicos de seca, como aqueles associados ao ciclo do La Niña e El Niño, bem como eventos de secas extremas, capazes de durar um século ou mais.
Os resultados indicaram que somente no cenário de limitação do aquecimento, as florestas californianas continuaram a sequestrar carbono da atmosfera. Nos demais cenários, o impacto das queimadas invertia o fluxo de carbono nas florestas, e elas se tornavam fontes de emissão de CO2.
As pastagens resistiram melhor ao novo regime de queimadas, armazenando um pouco de carbono mesmo durante as simulações de secas extremas.
De acordo com os pesquisadores, em um clima estável, as florestas representam um sumidouro de carbono maior e mais relevante do que as pastagens. Mas o aumento das temperaturas, das secas e dos incêndios no futuro pode fazer com que as pastagens e pradarias se transformem em sumidouros mais importantes.
O estudo não incluiu alternativas de manejo florestas que minimizem o risco de incêndios. Os pesquisadores ressaltaram que tais medidas devem ser implementadas para que o fluxo de carbono desses ecossistemas seja preservado.
Mas as pastagens e pradarias poderiam ser incluídas em políticas climáticas. É o caso do mercado de carbono da Califórnia. A conservação e o manejo sustentável das de pastagem pode contribuir decisivamente para o seqüestro de carbono, ajudando a cumprir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: Universidade da Califórnia
Imagem: Unsplash/ Taduuda

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