A taxa de aumento do nível do mar pode se acelerar devido à fragilidade das plataformas de gelo da Antártica, sugere estudo de cientistas de universidades do Canadá, da Coréia do Sul e dos Estados Unidos.
As plataformas de gelo são placas de gelo flutuantes que se formam no encontro das geleiras da calota polar da Antártica com o oceano. Elas interferem no movimento das geleiras em direção ao mar através do atrito, retardando o fluxo de gelo.
O estudo teve duração de dois anos e se baseou em levantamentos aéreos da topografia das plataformas de gelo por meio de radar. Os cientistas analisaram os dados a fim de identificar os processos hidrogeológicos associados à fratura e desmembramento das plataformas em uma região do oeste da Antártica.
Evidências obtidas anteriormente mostram que as plataformas de gelo da Antártica estão diminuindo e se tornando mais finas. O principal motivo é o aquecimento da água dos oceanos, que penetra por sob as plataformas e as derretem a parte inferior do gelo.
O estudo identificou um novo mecanismo de fraturamento das plataformas de gelo. Ao analisar os dados obtidos pelo radar, verificou-se que o fluxo de água quente do oceano na base das plataformas leva ao aparecimento de fraturas transversais. Ao mesmo tempo, o fluxo causa deformações na superfície do gelo.
Quando no verão a superfície das plataformas derrete, formam-se rios glaciais. As deformações da superfície desvia os rios glaciais em direção às fraturas da plataforma, para onde as águas vertem. Com isso, intensifica-se o processo de fratura e desmembramento.
Dessa forma, o estudo constatou que as plataformas de gelo da Antártica são mais vulneráveis ao aquecimento global do que o suposto, afirmou uma das cientistas envolvidas no estudo. Além da instabilização provocada pela influência das águas do oceano na base, elas também sofrem a influência do fluxo de água derretida na superfície.
As projeções atuais de colapso das plataformas de gelo, portanto, podem estar subestimadas. O processo teria o potencial de ocorrer em uma velocidade maior do que a esperada.
No caso de colapso da plataforma de gelo, os fluxos das geleiras em direção ao mar se acelerarão. Isso resultaria em taxas mais aceleradas de derretimento da calota polar e, consequentemente, de aumento do nível médio do mar.
O estudo constitui um exemplo de que o aquecimento global e as mudanças climáticas podem ser mais severas do que se pensa, alertaram os cientistas.
Fonte: Universidade de Waterloo
Mais informações: Basal channels drive active surface hydrology and transverse ice shelf fracture
Imagem: adaptado da figura 2 do estudo - rio glacial vertendo em fratura na plataforma de gelo de Nansen, Antártica
As plataformas de gelo são placas de gelo flutuantes que se formam no encontro das geleiras da calota polar da Antártica com o oceano. Elas interferem no movimento das geleiras em direção ao mar através do atrito, retardando o fluxo de gelo.
O estudo teve duração de dois anos e se baseou em levantamentos aéreos da topografia das plataformas de gelo por meio de radar. Os cientistas analisaram os dados a fim de identificar os processos hidrogeológicos associados à fratura e desmembramento das plataformas em uma região do oeste da Antártica.
Evidências obtidas anteriormente mostram que as plataformas de gelo da Antártica estão diminuindo e se tornando mais finas. O principal motivo é o aquecimento da água dos oceanos, que penetra por sob as plataformas e as derretem a parte inferior do gelo.
O estudo identificou um novo mecanismo de fraturamento das plataformas de gelo. Ao analisar os dados obtidos pelo radar, verificou-se que o fluxo de água quente do oceano na base das plataformas leva ao aparecimento de fraturas transversais. Ao mesmo tempo, o fluxo causa deformações na superfície do gelo.
Quando no verão a superfície das plataformas derrete, formam-se rios glaciais. As deformações da superfície desvia os rios glaciais em direção às fraturas da plataforma, para onde as águas vertem. Com isso, intensifica-se o processo de fratura e desmembramento.
Dessa forma, o estudo constatou que as plataformas de gelo da Antártica são mais vulneráveis ao aquecimento global do que o suposto, afirmou uma das cientistas envolvidas no estudo. Além da instabilização provocada pela influência das águas do oceano na base, elas também sofrem a influência do fluxo de água derretida na superfície.
As projeções atuais de colapso das plataformas de gelo, portanto, podem estar subestimadas. O processo teria o potencial de ocorrer em uma velocidade maior do que a esperada.
No caso de colapso da plataforma de gelo, os fluxos das geleiras em direção ao mar se acelerarão. Isso resultaria em taxas mais aceleradas de derretimento da calota polar e, consequentemente, de aumento do nível médio do mar.
O estudo constitui um exemplo de que o aquecimento global e as mudanças climáticas podem ser mais severas do que se pensa, alertaram os cientistas.
Fonte: Universidade de Waterloo
Mais informações: Basal channels drive active surface hydrology and transverse ice shelf fracture
Imagem: adaptado da figura 2 do estudo - rio glacial vertendo em fratura na plataforma de gelo de Nansen, Antártica

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