O gráfico acima apresenta o inventário das emissões brutas de gases de efeito estufa do estado do Mato Grosso entre os anos de 1990 e 2016. Os dados incluem as emissões de todos as fontes consideradas no inventário oficial elaborado pelo governo brasileiro.
O órgão responsável pela elaboração do inventário é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI -, que coordena a implementação da Convenção sobre Mudanças Climáticas no país.
As fontes de emissão brasileira se concentram em dois setores interligados: a agropecuária, indicada na cor amarela, e a mudança de uso da terra e floresta, de cor verde.
As emissões de gases de efeito estufa do estado do Mato Grosso estão concentradas no setor de mudança de uso da terra e floresta. Mas a contribuição do setor agropecuário, apesar de bem menor, também é relevante.
Entre 1990 e 2004, o estado experimentou um aumento dramático das emissões. Passou de aproximadamente 318 milhões de toneladas de CO2 equivalente para cerca de 1 bilhão.
Dessa forma, o estado respondeu em 2004 por cerca de 25% das emissões totais brasileiras.
Não é à toa que, entre todos os 26 estados brasileiros, o Mato Grosso ocupou a primeira posição como o maior emissor ao longo de boa parte do período entre 1990 e 2016. Sempre constou entre os quatro maiores emissores do país.
Entre 2004 e 2009, as emissões do setor de mudança do uso da terra e floresta caíram significativamente. Com isso, também diminuíram as emissões totais do Mato Grosso, que se mantiveram em níveis relativamente estáveis, mas ainda bastante elevados, até 2016.
O setor de agropecuária apresentou um comportamento diferente, com um crescimento forte e contínuo. Se em 1990 respondia por aproximadamente milhões de toneladas de CO2 equivalente, ou 5% do total, em 2016 o número subiu para cerca de 61 milhões, ou 30% do total.
Em 2016, o Mato Grosso foi o segundo maior emissor de gases de efeito estufa entre todos os 26 estados brasileiros.
Gráfico: SEEG

Comentários
Postar um comentário