No fim do último período glacial, a calota polar no oeste da Antártica recuou em cerca de 400 quilômetros em comparação com a extensão atual, identificou estudo de pesquisadores de universidade da Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido.
Durante o auge da última glaciação, ocorreu um avanço nas calotas polares da Antártica e da Groenlândia. No caso da Antártica, a massa de gelo avançou cerca de 600 quilômetros em comparação com a extensão do presente, e se tornou mais espessa.
O aquecimento do sistema climático terrestre levou ao término da era do gelo, provocando a retração das calotas polares.
Para caracterizar o processo de retração ocorrida na Antártica, o estudo se baseou em um combinação de abordagens. Foram utilizadas simulações em um modelo climático, levantamentos por radar da estrutura do gelo e dados provenientes de sedimentos marinhos.
No modelo climático, os cientistas procuraram reproduzir os efeitos da retração da calota polar no ajuste isostático da crosta terrestre regional. Por causa da pressão, a crosta fica deprimida no local onde se localiza a massa de gelo. Quando ele desaparece, a crosta retoma a forma anterior, elevando-se.
Os dados de radar detectaram rachaduras na base das geleiras em uma região da Antártica. A presença de rachaduras indicava que as geleiras deveriam ter avançado ou retraído rapidamente. Por sua vez, os sedimentos marinhos a presença de organismos marinhos no passado em recente em trechos ocupados atualmente pelas extremidades da calota polar.
A partir do conjunto de informações, o estudo concluiu que há cerca de 10 mil anos atrás, a calota polar no oeste da Antártica recuou para o interior em mais de mil quilômetros. O recuou teria ocorrido ao longo de mil anos, o que, segundo os cientistas, em uma escala de tempo geológica é considerado muito rápido.
A retração aliviou a pressão da massa de gelo sobre a crosta terrestre, que, em resposta, elevou-se no processo de ajuste isostático. Os identificaram que, na região do oeste da Antártica, existem picos marinhos onde se forma as plataformas de gelo da calota polar.
Quando a crosta terrestre se elevou, esses picos alcançaram a altitude da plataforma, funcionando como barreiras físicas ao seu movimento. Como resultado, permitiram uma melhor sustentação da plataforma de gelo e, consequentemente, das geleiras da calota polar.
Não apenas impediram o avanço da retração da calota polar na região, como também permitiram que ela se recuperasse. Ao longo de 10 mil anos, a calota polar teria avançado novamente, alcançando os limites conhecidos no presente.
O estudo forneceu uma nova interpretação da dinâmica de recuo da calota polar da Antártica. Anteriormente, supunha-se que, após a extensão máxima alcançada no auge da glaciação, as geleiras do oeste da Antártica haviam gradualmente retraído aos níveis atuais.
A dinâmica pode ter sido mais complexa do que o previsto. Em alguns pontos do oeste da Antártica, o recuo das geleiras se deu progressivamente desde o término da glaciação até o presente. Em outros, a retração avançou além do previsto, depois se revertendo.
Atualmente, a calota polar da Antártica, particularmente na região oeste, voltou a diminuir devido ao aquecimento global. Os cientistas alertaram que, dessa vez, não haverá como impedir uma retração significativa a não ser pelo corte das emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: PIK
Imagem: PIK/ Albrecht (editado) - mapa do oeste da Antártica mostrando a extensão máxima da calota polar durante a última glaciação (linha verde), há 10 mil anos atrás (linha vermelho) e no presente (linha laranja).
Durante o auge da última glaciação, ocorreu um avanço nas calotas polares da Antártica e da Groenlândia. No caso da Antártica, a massa de gelo avançou cerca de 600 quilômetros em comparação com a extensão do presente, e se tornou mais espessa.
O aquecimento do sistema climático terrestre levou ao término da era do gelo, provocando a retração das calotas polares.
Para caracterizar o processo de retração ocorrida na Antártica, o estudo se baseou em um combinação de abordagens. Foram utilizadas simulações em um modelo climático, levantamentos por radar da estrutura do gelo e dados provenientes de sedimentos marinhos.
No modelo climático, os cientistas procuraram reproduzir os efeitos da retração da calota polar no ajuste isostático da crosta terrestre regional. Por causa da pressão, a crosta fica deprimida no local onde se localiza a massa de gelo. Quando ele desaparece, a crosta retoma a forma anterior, elevando-se.
Os dados de radar detectaram rachaduras na base das geleiras em uma região da Antártica. A presença de rachaduras indicava que as geleiras deveriam ter avançado ou retraído rapidamente. Por sua vez, os sedimentos marinhos a presença de organismos marinhos no passado em recente em trechos ocupados atualmente pelas extremidades da calota polar.
A partir do conjunto de informações, o estudo concluiu que há cerca de 10 mil anos atrás, a calota polar no oeste da Antártica recuou para o interior em mais de mil quilômetros. O recuou teria ocorrido ao longo de mil anos, o que, segundo os cientistas, em uma escala de tempo geológica é considerado muito rápido.
A retração aliviou a pressão da massa de gelo sobre a crosta terrestre, que, em resposta, elevou-se no processo de ajuste isostático. Os identificaram que, na região do oeste da Antártica, existem picos marinhos onde se forma as plataformas de gelo da calota polar.
Quando a crosta terrestre se elevou, esses picos alcançaram a altitude da plataforma, funcionando como barreiras físicas ao seu movimento. Como resultado, permitiram uma melhor sustentação da plataforma de gelo e, consequentemente, das geleiras da calota polar.
Não apenas impediram o avanço da retração da calota polar na região, como também permitiram que ela se recuperasse. Ao longo de 10 mil anos, a calota polar teria avançado novamente, alcançando os limites conhecidos no presente.
O estudo forneceu uma nova interpretação da dinâmica de recuo da calota polar da Antártica. Anteriormente, supunha-se que, após a extensão máxima alcançada no auge da glaciação, as geleiras do oeste da Antártica haviam gradualmente retraído aos níveis atuais.
A dinâmica pode ter sido mais complexa do que o previsto. Em alguns pontos do oeste da Antártica, o recuo das geleiras se deu progressivamente desde o término da glaciação até o presente. Em outros, a retração avançou além do previsto, depois se revertendo.
Atualmente, a calota polar da Antártica, particularmente na região oeste, voltou a diminuir devido ao aquecimento global. Os cientistas alertaram que, dessa vez, não haverá como impedir uma retração significativa a não ser pelo corte das emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: PIK
Imagem: PIK/ Albrecht (editado) - mapa do oeste da Antártica mostrando a extensão máxima da calota polar durante a última glaciação (linha verde), há 10 mil anos atrás (linha vermelho) e no presente (linha laranja).

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