O aquecimento global está causando impactos nos recifes de coral ao redor do mundo, devido ao aumento da temperatura e da acidificação da água dos oceanos. Estudo de pesquisadores de universidades da Austrália, do México e do Reino Unido identificou uma nova vulnerabilidade: muitos recifes de coral não conseguirão crescer rápido o suficiente para se adaptar ao aumento do nível do mar.
O estudo investigou a taxa máxima de crescimento anual de mais de 200 recifes tropicais do Atlântico e do Oceano Índico. Em seguida, comparou-as com a taxa projetada de aumento do nível médio do mar, considerando diferentes cenários de emissões de gases de efeito estufa.
O habitat dos corais são as regiões de águas rasas, onde a luz do sol é abundante. Isso se deve porque os corais vivem em simbiose com uma espécie de alga que cresce dentro deles, da qual dependem para obter oxigênio e nutrientes. E quanto maior a profundidade, menor a luz solar disponível.
O crescimento dos recifes está associado à quantidade e ao tipo de espécies de coral. Os pesquisadores detectaram que as taxas de crescimento estão diminuindo por causa da degradação. Um conjunto de fatores prejudica a saúde dos corais, entre eles doenças, a deterioração da qualidade da água, a pesca e eventos de branqueamento.
Por outro lado, o ritmo de aumento do nível médio do mar se acelerou nos últimos anos.
No cenário de médias emissões, o estudo identificou que, sem a implantação de medidas de recuperação ecológica, muitos dos recifes de coral analisados não conseguiriam crescer na mesma velocidade que a do aumento do nível do mar.
Os resultados foram ainda piores no cenário de altas emissões. As estimativas do estudo indicaram que, até 2.100, todos os recifes do corais experimentaria em média aumentos da profundidade da água superiores a 0,5 m - em comparação com os níveis atuais.
Além dos impactos diretos sobre os corais, haverá também consequências para as zonas costeiras. Os pesquisadores apontaram que os recifes cumprem um papel fundamental como defesas naturais contra a energia das ondas. Uma vez que fiquem submersos em profundidades maiores, expõe-se as regiões costeiras a ameaças significativas de inundação e erosão.
O cenário futuro pode ser ainda mais grave. Segundo os pesquisadores, caso os eventos de branqueamento de corais se tornem mais frequentes, a taxa de crescimento ficará ainda menor do que o estimado pelo estudo. A submersão dos recifes de coral pelo aumento do nível do mar seria ainda maior.
O estudo reforça a urgência em limitar o aquecimento global por meio da eliminação das emissões de gases de efeito estufa. A mitigação deve ocorrer em conjunto com o manejo dos corais, revertendo a degradação a que estão submetidos.
Fonte: Universidade de Exeter
Imagem: Unsplash/ Romello Williams
O estudo investigou a taxa máxima de crescimento anual de mais de 200 recifes tropicais do Atlântico e do Oceano Índico. Em seguida, comparou-as com a taxa projetada de aumento do nível médio do mar, considerando diferentes cenários de emissões de gases de efeito estufa.
O habitat dos corais são as regiões de águas rasas, onde a luz do sol é abundante. Isso se deve porque os corais vivem em simbiose com uma espécie de alga que cresce dentro deles, da qual dependem para obter oxigênio e nutrientes. E quanto maior a profundidade, menor a luz solar disponível.
O crescimento dos recifes está associado à quantidade e ao tipo de espécies de coral. Os pesquisadores detectaram que as taxas de crescimento estão diminuindo por causa da degradação. Um conjunto de fatores prejudica a saúde dos corais, entre eles doenças, a deterioração da qualidade da água, a pesca e eventos de branqueamento.
Por outro lado, o ritmo de aumento do nível médio do mar se acelerou nos últimos anos.
No cenário de médias emissões, o estudo identificou que, sem a implantação de medidas de recuperação ecológica, muitos dos recifes de coral analisados não conseguiriam crescer na mesma velocidade que a do aumento do nível do mar.
Os resultados foram ainda piores no cenário de altas emissões. As estimativas do estudo indicaram que, até 2.100, todos os recifes do corais experimentaria em média aumentos da profundidade da água superiores a 0,5 m - em comparação com os níveis atuais.
Além dos impactos diretos sobre os corais, haverá também consequências para as zonas costeiras. Os pesquisadores apontaram que os recifes cumprem um papel fundamental como defesas naturais contra a energia das ondas. Uma vez que fiquem submersos em profundidades maiores, expõe-se as regiões costeiras a ameaças significativas de inundação e erosão.
O cenário futuro pode ser ainda mais grave. Segundo os pesquisadores, caso os eventos de branqueamento de corais se tornem mais frequentes, a taxa de crescimento ficará ainda menor do que o estimado pelo estudo. A submersão dos recifes de coral pelo aumento do nível do mar seria ainda maior.
O estudo reforça a urgência em limitar o aquecimento global por meio da eliminação das emissões de gases de efeito estufa. A mitigação deve ocorrer em conjunto com o manejo dos corais, revertendo a degradação a que estão submetidos.
Fonte: Universidade de Exeter
Imagem: Unsplash/ Romello Williams

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