A produção de vinho terá de se adaptar às consequências do aquecimento global. Para tanto, uma importante estratégia inclui a adoção de variedades de uvas menos conhecidas, afirma estudo de pesquisadores da França, da Suécia e dos Estados Unidos.
Por causa das emissões acumuladas de gases de efeito estufa, o sistema climático está comprometido com um nível de aquecimento que poderá comprometer muitas regiões produtoras de vinho. De acordo com os pesquisadores, não será viável continuar plantando a mesma variedade de uvas nessas regiões.
Atualmente, somente 12 variedades respondem por 80% do mercado de vinho em muitos países. Por outro lado, no continente europeu há mais de 1.000 variedades de uva plantadas.
A diversidade de uvas representa uma solução viável à futuras alterações do clima. As variedades exploradas atualmente poderia ser substituídas por outras, melhor adaptadas a ambientes mais quentes ou com maior tolerância à seca.
O estudo alerta, no entanto, para a pequena informação disponível de como aproveitar a diversidade de modo favorável aos produtores. Sugere-se que parte dos vinhedos seja dedicada à pesquisa do aproveitamento de novas variedades de uvas.
O problema, no entanto, são os obstáculos impostos pela própria indústria do vinho. Um dos empecilhos diz respeito ao conceito de terroir, palavra francesa que caracteriza o lugar de plantio de um tipo determinado de videiras, o solo e o micro-clima.
O sabor do vinho estaria associado ao terroir - ao tipo da uva, ao lugar e ao modo de cultivo e de produção. Assim, mudar a variedade interferiria no terroir, enfrentando grande resistência dos produtores.
Outra dificuldade está relacionada à regulamentação do modo de produzir determinados tipos de vinho. Por exemplo, apenas três variedades de uvas podem ser rotuladas como Champanhe, e quatro como vinho de Borgonha. Muitas regiões produtoras européias estão submetidas a essa normatização.
As mudanças climáticas irão exercer efeitos inevitáveis sobre o terroir e produção de vinho global. Os pesquisadores ressaltam que a indústria de vinho tem diante de si a escolha de atuar de forma pró-ativa, experimentando novas variedades de uva, ou se ater a conceitos e normas fixos, expondo-se cada vez mais aos riscos climáticos.
O clima está em mudança. A produção de vinho deve mudar junto com ele.
Fonte: Universidade de Harvard
Imagem: Unsplash/ Karsten Würth
Por causa das emissões acumuladas de gases de efeito estufa, o sistema climático está comprometido com um nível de aquecimento que poderá comprometer muitas regiões produtoras de vinho. De acordo com os pesquisadores, não será viável continuar plantando a mesma variedade de uvas nessas regiões.
Atualmente, somente 12 variedades respondem por 80% do mercado de vinho em muitos países. Por outro lado, no continente europeu há mais de 1.000 variedades de uva plantadas.
A diversidade de uvas representa uma solução viável à futuras alterações do clima. As variedades exploradas atualmente poderia ser substituídas por outras, melhor adaptadas a ambientes mais quentes ou com maior tolerância à seca.
O estudo alerta, no entanto, para a pequena informação disponível de como aproveitar a diversidade de modo favorável aos produtores. Sugere-se que parte dos vinhedos seja dedicada à pesquisa do aproveitamento de novas variedades de uvas.
O problema, no entanto, são os obstáculos impostos pela própria indústria do vinho. Um dos empecilhos diz respeito ao conceito de terroir, palavra francesa que caracteriza o lugar de plantio de um tipo determinado de videiras, o solo e o micro-clima.
O sabor do vinho estaria associado ao terroir - ao tipo da uva, ao lugar e ao modo de cultivo e de produção. Assim, mudar a variedade interferiria no terroir, enfrentando grande resistência dos produtores.
Outra dificuldade está relacionada à regulamentação do modo de produzir determinados tipos de vinho. Por exemplo, apenas três variedades de uvas podem ser rotuladas como Champanhe, e quatro como vinho de Borgonha. Muitas regiões produtoras européias estão submetidas a essa normatização.
As mudanças climáticas irão exercer efeitos inevitáveis sobre o terroir e produção de vinho global. Os pesquisadores ressaltam que a indústria de vinho tem diante de si a escolha de atuar de forma pró-ativa, experimentando novas variedades de uva, ou se ater a conceitos e normas fixos, expondo-se cada vez mais aos riscos climáticos.
O clima está em mudança. A produção de vinho deve mudar junto com ele.
Fonte: Universidade de Harvard
Imagem: Unsplash/ Karsten Würth

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