A capacidade dos ecossistemas terrestres de atuar como um sumidouro de carbono, retirando dióxido de carbono - CO2 - da atmosfera, pode ser comprometida. Estudo de cientistas chineses sugere que os ecossistemas terrestres diminuíram a quantidade de CO2 absorvido da atmosfera.
Os solos constituem o maior reservatório de carbono orgânico terrestre e de nitrogênio. De acordo com o estudo, a emissão de gases de efeito estufa por atividades humanas alterou a concentração atmosférica de CO2, com implicações para os ciclos biogeoquímicos de carbono e nitrogênio dos solos.
As maiores concentrações favoreceram a fotossíntese e o crescimento das plantas, promovendo um aumento do sequestro de carbono na biomassa e nos solos. Entretanto, elas também estimulam afetam propriedades bióticas e abióticas dos solos. Interferem na quantidade de carbono e de nutrientes, na umidade e na atividade de microorganismos.
Como consequência, a maior concentração atmosférica de CO2 pode levar os solos a emitir maiores quantidades de metano - CH4 - e óxido nitroso - N2O -, outros dois potentes gases de efeito estufa.
Para compreender o papel dos ecossistemas terrestres no ciclo do carbono e, assim, no sistema climático, é imprescindível compreender as trocas de CO2, metano e óxido nitroso entre eles e a atmosfera. Mas essa tarefa enfrenta o desafio da grande complexidade dos fluxos dos gases de efeito estufa.
Além de variar de acordo com as condições ambientais e experimentais específicas do habitat, os processos biogeoquimicos do carbono e do nitrogênio são intrinsecamente heterogêneos ao longo do tempo.
O estudo buscou contribuir com o conhecimento, quantificando os fluxos globais de gases de efeito estufa entre os ecossistema terrestres e a atmosfera. Os cientistas revisaram um conjunto de dados de 1.655 medições, derivadas de 169 diferentes pesquisas científicas. A partir dos dados, eles calcularam a troca de CO2, CH4 e N2O entre os ecossistemas terrestres e a atmosfera.
Estimou-se que o sequestro de carbono e nitrogênio pelos solos subiu, somando 2,44 petagramas de CO2 equivalente ao ano. De modo geral, os ecossistemas terrestres passaram a sequestra aproximadamente 3,99 petagramas de CO2 equivalente ao ano.
Todavia, as maiores concentrações atmosféricas de CO2 levaram a uma elevação mais acentuada das emissões de metano e óxido pelos ecossistemas terrestres. Foram estimadas em 2,76 petagramas de CO2 equivalente ao ano.
O potencial dos ecossistemas terrestres de atuar como um sumidouro de carbono, minimizando o aquecimento global, pode ter sido comprometido pelo aumento das emissões de metano e óxido nitroso.
Mais informações: Climatic role of terrestrial ecosystem under elevated CO2: a bottom‐up greenhouse gases budget
Imagem: Freeiamges
Os solos constituem o maior reservatório de carbono orgânico terrestre e de nitrogênio. De acordo com o estudo, a emissão de gases de efeito estufa por atividades humanas alterou a concentração atmosférica de CO2, com implicações para os ciclos biogeoquímicos de carbono e nitrogênio dos solos.
As maiores concentrações favoreceram a fotossíntese e o crescimento das plantas, promovendo um aumento do sequestro de carbono na biomassa e nos solos. Entretanto, elas também estimulam afetam propriedades bióticas e abióticas dos solos. Interferem na quantidade de carbono e de nutrientes, na umidade e na atividade de microorganismos.
Como consequência, a maior concentração atmosférica de CO2 pode levar os solos a emitir maiores quantidades de metano - CH4 - e óxido nitroso - N2O -, outros dois potentes gases de efeito estufa.
Para compreender o papel dos ecossistemas terrestres no ciclo do carbono e, assim, no sistema climático, é imprescindível compreender as trocas de CO2, metano e óxido nitroso entre eles e a atmosfera. Mas essa tarefa enfrenta o desafio da grande complexidade dos fluxos dos gases de efeito estufa.
Além de variar de acordo com as condições ambientais e experimentais específicas do habitat, os processos biogeoquimicos do carbono e do nitrogênio são intrinsecamente heterogêneos ao longo do tempo.
O estudo buscou contribuir com o conhecimento, quantificando os fluxos globais de gases de efeito estufa entre os ecossistema terrestres e a atmosfera. Os cientistas revisaram um conjunto de dados de 1.655 medições, derivadas de 169 diferentes pesquisas científicas. A partir dos dados, eles calcularam a troca de CO2, CH4 e N2O entre os ecossistemas terrestres e a atmosfera.
Estimou-se que o sequestro de carbono e nitrogênio pelos solos subiu, somando 2,44 petagramas de CO2 equivalente ao ano. De modo geral, os ecossistemas terrestres passaram a sequestra aproximadamente 3,99 petagramas de CO2 equivalente ao ano.
Todavia, as maiores concentrações atmosféricas de CO2 levaram a uma elevação mais acentuada das emissões de metano e óxido pelos ecossistemas terrestres. Foram estimadas em 2,76 petagramas de CO2 equivalente ao ano.
O potencial dos ecossistemas terrestres de atuar como um sumidouro de carbono, minimizando o aquecimento global, pode ter sido comprometido pelo aumento das emissões de metano e óxido nitroso.
Mais informações: Climatic role of terrestrial ecosystem under elevated CO2: a bottom‐up greenhouse gases budget
Imagem: Freeiamges

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