Sem a implementação de medidas para mitigar o aquecimento global, a temperatura média global poderia subir 4oC acima dos níveis pré-industriais antes do fim do século XXI. As implicações socioeconômicas seriam extremamente graves, indica estudo de cientistas chineses.
Segundo o estudo, as alterações climáticas causadas pelo aquecimento global constituem um fator de conflito ao desenvolvimento social e econômico. Elas também podem agravar outros problemas, como, por exemplo, a degradação ambiental e ecológica, ou a disponibilidade de alimentos e de água.
Além disso, fenômenos meteorológicos tem o potencial de gerar choques ou danos sociais e econômicos, particularmente na forma de eventos extremos. Esses choques tendem a se intensificar com o aquecimento do sistema climático.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas - IPCC, na sigla em inglês - projeta, no cenário de altas emissões de gases de efeito estufa, que a temperatura média global ultrapassará 4◦C entre 2.081 e 2.100. O estudo aponta que esse é o pior dos cenários: grande número de eventos de calor recorde, inundações e secas extremas.
A fim de compreender melhor o cenário mais pessimista do IPCC, os cientistas buscaram detalhar dois aspectos. Em primeiro lugar, o momento em que, mantendo-se as tendências atuais de emissão de gases de efeito estufa, a temperatura média global atingiria 4◦C acima dos níveis pré-industriais. Em segundo lugar, quais as implicações, em termos quantitativos, desse nível de aquecimento.
O trabalho se baseou na análise de um conjunto de simulações de 39 modelos climáticos. Foram avaliadas, em escala global, as mudanças na temperatura média e na precipitação.
Na média de todos os modelos, a temperatura alcançaria 4◦C no ano de 2.084. Mas os resultados diferiram entre os modelos climáticos. Do total, 10 projetaram que o aumento não seria registrado no presente século, enquanto que para os demais 29 o tempo de emergência variou entre 2.064 e 2.095.
As mudanças na temperatura e na precipitação mostraram um padrão espacial similar entre cenários de aquecimento de 1,5◦C e de 4◦C, apesar de algumas discrepâncias regionais.
Quantitativamente, as mudanças foram notavelmente superiores no cenário de 4◦C: o aumento regional da temperatura flutuou entre 1.5◦C e 13,5◦C, e a alteração da precipitação entre cerca de 50% e de 122%.
O aumento da temperatura, tanto anual quanto sazonal, foi maior sobre a terra do que sobre o oceano. Uma amplificação poderá se observar na região do Ártico - exceto durante o verão. A variabilidade interanual da temperatura resultou menor nos trópicos e maior nas áreas polares.
No caso da precipitação anual e sazonal, os modelos projetaram uma diminuição na zona subtropical. As regiões de altas latitudes e a maioria das áreas marinhas tropicais experimentaram mais chuvas, com o aumento máximo se concentrando no Pacífico Ártico e equatorial.
O sistema climático sofrerá profundas mudanças se níveis mais altos de aquecimento global forem ultrapassados no século XXI. Os riscos à sociedade serão muitos e severos.
Mais informações: Climate Change of 4◦C Global Warming above Pre-industrial Levels
Imagem: adaptado da figura 2 do estudo - mapa mundial com a variação da temperatura média em um cenário de 4◦C.
Segundo o estudo, as alterações climáticas causadas pelo aquecimento global constituem um fator de conflito ao desenvolvimento social e econômico. Elas também podem agravar outros problemas, como, por exemplo, a degradação ambiental e ecológica, ou a disponibilidade de alimentos e de água.
Além disso, fenômenos meteorológicos tem o potencial de gerar choques ou danos sociais e econômicos, particularmente na forma de eventos extremos. Esses choques tendem a se intensificar com o aquecimento do sistema climático.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas - IPCC, na sigla em inglês - projeta, no cenário de altas emissões de gases de efeito estufa, que a temperatura média global ultrapassará 4◦C entre 2.081 e 2.100. O estudo aponta que esse é o pior dos cenários: grande número de eventos de calor recorde, inundações e secas extremas.
A fim de compreender melhor o cenário mais pessimista do IPCC, os cientistas buscaram detalhar dois aspectos. Em primeiro lugar, o momento em que, mantendo-se as tendências atuais de emissão de gases de efeito estufa, a temperatura média global atingiria 4◦C acima dos níveis pré-industriais. Em segundo lugar, quais as implicações, em termos quantitativos, desse nível de aquecimento.
O trabalho se baseou na análise de um conjunto de simulações de 39 modelos climáticos. Foram avaliadas, em escala global, as mudanças na temperatura média e na precipitação.
As mudanças na temperatura e na precipitação mostraram um padrão espacial similar entre cenários de aquecimento de 1,5◦C e de 4◦C, apesar de algumas discrepâncias regionais.
Quantitativamente, as mudanças foram notavelmente superiores no cenário de 4◦C: o aumento regional da temperatura flutuou entre 1.5◦C e 13,5◦C, e a alteração da precipitação entre cerca de 50% e de 122%.
O aumento da temperatura, tanto anual quanto sazonal, foi maior sobre a terra do que sobre o oceano. Uma amplificação poderá se observar na região do Ártico - exceto durante o verão. A variabilidade interanual da temperatura resultou menor nos trópicos e maior nas áreas polares.
No caso da precipitação anual e sazonal, os modelos projetaram uma diminuição na zona subtropical. As regiões de altas latitudes e a maioria das áreas marinhas tropicais experimentaram mais chuvas, com o aumento máximo se concentrando no Pacífico Ártico e equatorial.
O sistema climático sofrerá profundas mudanças se níveis mais altos de aquecimento global forem ultrapassados no século XXI. Os riscos à sociedade serão muitos e severos.
Mais informações: Climate Change of 4◦C Global Warming above Pre-industrial Levels
Imagem: adaptado da figura 2 do estudo - mapa mundial com a variação da temperatura média em um cenário de 4◦C.


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