Lagos também constituem uma fonte de emissão de gases de efeito estufa, afirma estudo de cientistas do Canadá e dos Estados Unidos. O tamanho do lago e a presença de nutrientes na água determinam a quantidade de gases emitidos.
Com o avanço do aquecimento global, a expectativa é de que os lagos e as águas superficiais ao redor do mundo possam emitir mais gases de efeito estufa. Combinado outros fatores, temperaturas mais altas favorecem a produção desse tipo de gás.
O principal gás de efeito estufa é o dióxido de carbono - CO2-, e o aumento de suas concentrações atmosféricas leva ao aquecimento global. Mas os lagos emitem principalmente o metano - CH4 - e, em menor medida, o óxido nitroso - N2O. Apesar de menos importantes, eles são bem mais potentes do que o CO2.
O estudo se baseou em levantamento de dados sobre as taxas de emissões e em imagens de satélites de lagos e águas superficiais em todo o planeta. Foi confirmado que as emissões são dominadas pelo gás metano, resultante de processos de eutrofização.
Quando excesso de nutrientes, como, por exemplo, o fósforo ou o nitrogênio, drena para um lago, e os sedimentos se acumulam no fundo da água, é possível ocorrer a eutrofização. Todavia, os cientistas identificaram que o tamanho do lago também influenciava a quantidade de gases emitido.
A partir dos resultados, o estudo estimou a quantidade anual global das emissões provenientes de lagos e águas superficiais. Calculou-se que o total de gases emitidos corresponde a quase 20% das emissões anuais originadas de combustíveis fósseis.
O problema é que o aquecimento global poderá elevar as emissões de lagos e águas superficiais. Se a eutrofização desses corpos d'água subir no futuro, isso teria o potencial de anular a redução das emissões pelas atividades humanas.
De acordo com os cientistas, mesmo aumentos moderados nos eventos de eutrofização nos próximos 50 anos podem levar a emissões adicionais correspondentes a 13% do total anual proveniente da queima de combustíveis fósseis.
É preciso melhor o monitoramento de lagos e águas superficiais, ressaltam os cientistas. Em especial, a quantidade de gases de efeito estufa atualmente emitida. Dessa forma, será possível melhorar as projeções da interferência futura das mudanças climáticas.
Também deve-se agir para minimizar o aporte de nutrientes para os recursos hídrico. Por exemplo, através da menor aplicação de fertilizantes nas cidades e na agricultura. Ao manter a qualidade da água, evita-se a eutrofização dos lagos e a consequente emissão de gases de efeito estufa.
Fonte: Universidade de Minnesota
Mais informações: Greenhouse gas emissions from lakes and impoundments: Upscaling in the face of global change
Imagem: Christian Dinkel/ UMSG
Com o avanço do aquecimento global, a expectativa é de que os lagos e as águas superficiais ao redor do mundo possam emitir mais gases de efeito estufa. Combinado outros fatores, temperaturas mais altas favorecem a produção desse tipo de gás.
O principal gás de efeito estufa é o dióxido de carbono - CO2-, e o aumento de suas concentrações atmosféricas leva ao aquecimento global. Mas os lagos emitem principalmente o metano - CH4 - e, em menor medida, o óxido nitroso - N2O. Apesar de menos importantes, eles são bem mais potentes do que o CO2.
O estudo se baseou em levantamento de dados sobre as taxas de emissões e em imagens de satélites de lagos e águas superficiais em todo o planeta. Foi confirmado que as emissões são dominadas pelo gás metano, resultante de processos de eutrofização.
Quando excesso de nutrientes, como, por exemplo, o fósforo ou o nitrogênio, drena para um lago, e os sedimentos se acumulam no fundo da água, é possível ocorrer a eutrofização. Todavia, os cientistas identificaram que o tamanho do lago também influenciava a quantidade de gases emitido.
A partir dos resultados, o estudo estimou a quantidade anual global das emissões provenientes de lagos e águas superficiais. Calculou-se que o total de gases emitidos corresponde a quase 20% das emissões anuais originadas de combustíveis fósseis.
O problema é que o aquecimento global poderá elevar as emissões de lagos e águas superficiais. Se a eutrofização desses corpos d'água subir no futuro, isso teria o potencial de anular a redução das emissões pelas atividades humanas.
De acordo com os cientistas, mesmo aumentos moderados nos eventos de eutrofização nos próximos 50 anos podem levar a emissões adicionais correspondentes a 13% do total anual proveniente da queima de combustíveis fósseis.
É preciso melhor o monitoramento de lagos e águas superficiais, ressaltam os cientistas. Em especial, a quantidade de gases de efeito estufa atualmente emitida. Dessa forma, será possível melhorar as projeções da interferência futura das mudanças climáticas.
Também deve-se agir para minimizar o aporte de nutrientes para os recursos hídrico. Por exemplo, através da menor aplicação de fertilizantes nas cidades e na agricultura. Ao manter a qualidade da água, evita-se a eutrofização dos lagos e a consequente emissão de gases de efeito estufa.
Fonte: Universidade de Minnesota
Mais informações: Greenhouse gas emissions from lakes and impoundments: Upscaling in the face of global change
Imagem: Christian Dinkel/ UMSG

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