A região costeiras do sul do Brasil pode ter sido uma fonte de emissão de metano - CH4 - durante o último período glacial, entre 40 e 20 mil anos atrás. Mudanças nos oceanos durante a era do gelo teriam provocado a liberação do gás de depósitos no fundo do mar, relata estudo de uma equipe de cientistas brasileiros e internacionais.
Registros paleoclimáticos indicam que as concentrações atmosféricas de metano variam ao longo dos ciclos das glaciações. Elas diminuem durante o período glacial e sobem no período interglacial. Identificar as fontes e os processos de emissão do gás ainda é um desafio para a ciência.
Uma das possibilidades está ligada a depósitos de hidratos de metano que se formam no fundo dos oceanos. De acordo com o estudo, alterações ambientais, como, por exemplo, na pressão e na temperatura, tem o potencial de desestabilizar esses depósitos e liberar o gás.
A margem sul do Brasil é uma bacia de hidrocarbonetos com grandes reservatórios de metano.
Durante a era do gelo, o sistema climático passa por mudanças significativas. Calotas polares se formam nas altas latitudes do Hemisfério Norte. O nível médio do mar recuava centenas metros - no auge da última glaciação, ele era cerca de 120 m menor. As correntes oceânicas se modificavam.
Para investigar se as modificações do sistema climático levariam à liberação de metano pelo leito marinho da costa brasileira, os cientistas coletaram núcleos de sedimentos marinhos do fundo o oceano. Em laboratório, analisaram fósseis de animais marinhos e os minerais presentes nos sedimentos.
Os registros indicam eventos de liberação de metano na margem sul Brasil durante o último período glacial. Segundo o estudo, os depósitos de gás de água rasas, com cerca de 500 m de profundidade, são sensíveis às mudanças na pressão hidrostática, temperatura da água e velocidade da corrente oceânica entre os ciclos glaciais e interglaciais.
Os cientistas indicam a necessidade de mais pesquisas paleoclimáticas sobre a região. Em função de seu área, com aproximadamente 45.000 km2, os depósitos de metano da margem sul do Brasil podem ter cumprido um papel importante durante as glaciações.
Mais informações: Methane release from the southern Brazilian margin during the last glacial
Imagem: adaptado da figura 1 do estudo - área de estudo, com indicação da temperatura média da água e da corrente oceânica brasileira
Registros paleoclimáticos indicam que as concentrações atmosféricas de metano variam ao longo dos ciclos das glaciações. Elas diminuem durante o período glacial e sobem no período interglacial. Identificar as fontes e os processos de emissão do gás ainda é um desafio para a ciência.
Uma das possibilidades está ligada a depósitos de hidratos de metano que se formam no fundo dos oceanos. De acordo com o estudo, alterações ambientais, como, por exemplo, na pressão e na temperatura, tem o potencial de desestabilizar esses depósitos e liberar o gás.
A margem sul do Brasil é uma bacia de hidrocarbonetos com grandes reservatórios de metano.
Durante a era do gelo, o sistema climático passa por mudanças significativas. Calotas polares se formam nas altas latitudes do Hemisfério Norte. O nível médio do mar recuava centenas metros - no auge da última glaciação, ele era cerca de 120 m menor. As correntes oceânicas se modificavam.
Para investigar se as modificações do sistema climático levariam à liberação de metano pelo leito marinho da costa brasileira, os cientistas coletaram núcleos de sedimentos marinhos do fundo o oceano. Em laboratório, analisaram fósseis de animais marinhos e os minerais presentes nos sedimentos.
Os registros indicam eventos de liberação de metano na margem sul Brasil durante o último período glacial. Segundo o estudo, os depósitos de gás de água rasas, com cerca de 500 m de profundidade, são sensíveis às mudanças na pressão hidrostática, temperatura da água e velocidade da corrente oceânica entre os ciclos glaciais e interglaciais.
Os cientistas indicam a necessidade de mais pesquisas paleoclimáticas sobre a região. Em função de seu área, com aproximadamente 45.000 km2, os depósitos de metano da margem sul do Brasil podem ter cumprido um papel importante durante as glaciações.
Mais informações: Methane release from the southern Brazilian margin during the last glacial
Imagem: adaptado da figura 1 do estudo - área de estudo, com indicação da temperatura média da água e da corrente oceânica brasileira

Comentários
Postar um comentário