Padrões de circulação dos oceanos e da atmosfera estão se alterando, o que pode fazer os serviços de previsão do tempo menos precisos. O aquecimento global pode ser uma das causas por trás dessa alteração, sugerem cientistas dos Estados Unidos.
De acordo com os cientistas, os serviços meteorológicos aprenderam com o tempo a interpretar o possível comportamento futuro dos fenômenos climáticos. Todavia, recentemente, fenômenos como o El Niño e La Niña no oceano Pacífico, ou a circulação do ar no Hemisfério Norte, começaram a apresentar comportamentos incomuns.
Um exemplo foi o último El Niño, ocorrido entre 2015 e 2016. Usualmente, o fenômeno interfere na circulação do ar sobre a América do Norte, provocando um inverno excepcionalmente úmido no sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
Mas durante o último El Niño, o inverno foi seco, sem chuvas. Isso se deu porque o fenômeno terminou de uma forma incomum. Em vez de desaparecer, dando lugar a águas mais frias, as águas superficiais e quentes ficaram estagnadas na região central do Pacífico.
O novo comportamento dos fenômenos estaria associado à mudanças nas dinâmicas internas do sistema climático. Os cientistas sustentam que as mudanças climáticas do Ártico, incluindo a redução do gelo marinho, trouxeram interferências na forma como a atmosfera funciona. Além disso, o aquecimento global diminuiu o gradiente de temperatura entre as regiões equatorial e ártica. Com isso, processos de circulação atmosférica sobre o oceano Pacífico estariam se enfraquecendo.
O próprio oceano vem experimentando alterações. Um novo tipo de evento passou a ser observado no Pacífico, constituído por bolsões de água superficial com temperaturas extraordinariamente altas e duração superior a 12 meses. Desde 1948, verificou-se 10 eventos, sendo que metade deles depois de 1990. Os bolsões de água quente influenciam a circulação atmosférica na região do Golfo do Alasca.
Contudo, a influência das mudanças no Ártico sobre o sistema climático ainda é um tema de debate na ciência. Mais pesquisa é necessária para avançar o entendimento sobre as alterações em curso no círculo polar e as dinâmicas da atmosfera no Hemisfério Norte.
Fonte: Universidade da Califórnia
Imagem: Unsplash/ Lucy Chian
De acordo com os cientistas, os serviços meteorológicos aprenderam com o tempo a interpretar o possível comportamento futuro dos fenômenos climáticos. Todavia, recentemente, fenômenos como o El Niño e La Niña no oceano Pacífico, ou a circulação do ar no Hemisfério Norte, começaram a apresentar comportamentos incomuns.
Um exemplo foi o último El Niño, ocorrido entre 2015 e 2016. Usualmente, o fenômeno interfere na circulação do ar sobre a América do Norte, provocando um inverno excepcionalmente úmido no sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
Mas durante o último El Niño, o inverno foi seco, sem chuvas. Isso se deu porque o fenômeno terminou de uma forma incomum. Em vez de desaparecer, dando lugar a águas mais frias, as águas superficiais e quentes ficaram estagnadas na região central do Pacífico.
O novo comportamento dos fenômenos estaria associado à mudanças nas dinâmicas internas do sistema climático. Os cientistas sustentam que as mudanças climáticas do Ártico, incluindo a redução do gelo marinho, trouxeram interferências na forma como a atmosfera funciona. Além disso, o aquecimento global diminuiu o gradiente de temperatura entre as regiões equatorial e ártica. Com isso, processos de circulação atmosférica sobre o oceano Pacífico estariam se enfraquecendo.
O próprio oceano vem experimentando alterações. Um novo tipo de evento passou a ser observado no Pacífico, constituído por bolsões de água superficial com temperaturas extraordinariamente altas e duração superior a 12 meses. Desde 1948, verificou-se 10 eventos, sendo que metade deles depois de 1990. Os bolsões de água quente influenciam a circulação atmosférica na região do Golfo do Alasca.
Contudo, a influência das mudanças no Ártico sobre o sistema climático ainda é um tema de debate na ciência. Mais pesquisa é necessária para avançar o entendimento sobre as alterações em curso no círculo polar e as dinâmicas da atmosfera no Hemisfério Norte.
Fonte: Universidade da Califórnia
Imagem: Unsplash/ Lucy Chian

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