Os ecossistemas terrestres armazenam cerca de 50% menos carbono na forma de biomassa vegetal por causa das atividades humanas, sugere estudo de pesquisadores europeus. E o manejo de áreas de florestas e o aproveitamento de pastagens naturais contribui para a perda no estoque de carbono com a mesma magnitude que o desmatamento.
Por meio da fotossíntese, a vegetação, em especial durante a fase de crescimento, retira o carbono da atmosfera e o utiliza na composição das raízes, troncos e folhas - na forma de biomassa. Florestas e pastagens naturais constituem importantes fontes de sequestro do dióxido de carbono - CO2 - da atmosfera.
Dessa forma, considerava-se que o uso de biomassa vegetal para a geração de energia não contribuiria para o aumento das concentrações atmosféricas de CO2. Isso porque a quantidade de gás emitida pela queima da biomassa seria contrabalançada pela quantidade sequestrada pela planta em seu processo de crescimento.
O estudo dos pesquisadores europeus investigou o balanço entre o sequestro e a emissão de carbono pela biomassa vegetal. O objetivo foi quantificar a troca de carbono entre a atmosfera e áreas globais nas quais os usos da terra não resultaram em mudanças na cobertura vegetal. Foi o caso, por exemplo, de regiões onde se pratica o manejo florestal ou se exploram pastagens naturais.
A partir de um conjunto de bancos de dados atualizado, e revisando a literatura científica sobre o tema, os pesquisadores estimaram a quantidade potencial de carbono que poderia estar sequestrado na forma de biomassa vegetal, caso nenhuma intervenção humana tivesse ocorrido. Eles também calcularam a quantidade atual de biomassa existente.
Por meio da fotossíntese, a vegetação, em especial durante a fase de crescimento, retira o carbono da atmosfera e o utiliza na composição das raízes, troncos e folhas - na forma de biomassa. Florestas e pastagens naturais constituem importantes fontes de sequestro do dióxido de carbono - CO2 - da atmosfera.
Dessa forma, considerava-se que o uso de biomassa vegetal para a geração de energia não contribuiria para o aumento das concentrações atmosféricas de CO2. Isso porque a quantidade de gás emitida pela queima da biomassa seria contrabalançada pela quantidade sequestrada pela planta em seu processo de crescimento.
O estudo dos pesquisadores europeus investigou o balanço entre o sequestro e a emissão de carbono pela biomassa vegetal. O objetivo foi quantificar a troca de carbono entre a atmosfera e áreas globais nas quais os usos da terra não resultaram em mudanças na cobertura vegetal. Foi o caso, por exemplo, de regiões onde se pratica o manejo florestal ou se exploram pastagens naturais.
A partir de um conjunto de bancos de dados atualizado, e revisando a literatura científica sobre o tema, os pesquisadores estimaram a quantidade potencial de carbono que poderia estar sequestrado na forma de biomassa vegetal, caso nenhuma intervenção humana tivesse ocorrido. Eles também calcularam a quantidade atual de biomassa existente.
Os resultados indicaram que a vegetação mundial possui o potencial de armazenar 916 bilhões de toneladas de carbono na forma de biomassa. Todavia, a quantidade atual armazenada seria um pouco menos da metade, aproximadamente 450 bilhões de toneladas de carbono. Portanto, a diferença entre e quantidade potencial e a quantidade atual de carbono armazenada seria de 466 bilhões de toneladas.
O estudo sugere que entre 53% a 58% da diferença pode ser atribuída ao desmatamento. Os restantes 42% a 47% teriam origem nas atividades de manejo florestal e uso de pastagens naturais. Segundo os cientistas, áreas de cobertura vegetal sob exploração humana sequestram uma quantidade significativamente menor do que áreas não exploradas. No caso de florestas, a diferença pode ser de cerca de um terço.
Os pesquisadores ressaltaram que o efeito da ação humana sobre os estoques de carbono da biomassa vegetal não tem sido apropriadamente avaliados em modelos climáticos e políticas de bioenergia. Eles alertam para a necessidade de uma análise completa dos efeitos da gestão da terra nas projeções climáticas e para o estabelecimento de propostas de exploração da biomassa para geração de energia.
Fonte: Universidade de Alpen-Adria
Imagem: Unsplash/ Ernesta Vala
O estudo sugere que entre 53% a 58% da diferença pode ser atribuída ao desmatamento. Os restantes 42% a 47% teriam origem nas atividades de manejo florestal e uso de pastagens naturais. Segundo os cientistas, áreas de cobertura vegetal sob exploração humana sequestram uma quantidade significativamente menor do que áreas não exploradas. No caso de florestas, a diferença pode ser de cerca de um terço.
Os pesquisadores ressaltaram que o efeito da ação humana sobre os estoques de carbono da biomassa vegetal não tem sido apropriadamente avaliados em modelos climáticos e políticas de bioenergia. Eles alertam para a necessidade de uma análise completa dos efeitos da gestão da terra nas projeções climáticas e para o estabelecimento de propostas de exploração da biomassa para geração de energia.
Fonte: Universidade de Alpen-Adria
Imagem: Unsplash/ Ernesta Vala


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