Nos últimos 30 anos ocorreu um aumento na freqüência e magnitude de enchentes extremas, segundo estudo de cientistas europeus. O aumento se deu de maneira mais intensa na Europa e nos Estados Unidos, e mais branda no Brasil e na Austrália.
Uma das consequências do aquecimento global, de acordo com o estudo, é o incremento nos níveis de vapor d’água da atmosfera. Isso se deve ao fato de que uma atmosfera mais quente é capaz de comportar maior quantidade de vapor d’água. Com maior umidade, a magnitude e a frequência de extremos de chuvas e de inundações tende a subir.
O problema é que os padrões de chuvas e inundações extremas apresentam uma alta variabilidade natural e geográfica. As projeções de modelos climáticos sugerem que as inundações extremas irão aumentar no longo prazo. Contudo, as flutuações locais e regionais são significativas, pois sofrem a influência de inúmeras variáveis meteorológicas e de alterações no uso e ocupação dos solos. Dessa forma, podem apresentar sinais distintos, aumentando e diminuindo, em curto e médio prazo.
Para lidar com as incertezas, os cientistas ressaltam a importância da continuidade de análises sobre o escoamento superficial das águas e as inundações. Em geral, tais análises se concentraram em inundações com certa regularidade ao longo do tempo, como, por exemplo, a avaliação de tendências relacionadas a enchentes anuais ou bienais. Pouca informação havia sido levantada a respeito de eventos extremos.
A fim de suprir essa lacuna, o estudo adotou uma abordagem regional, avaliando as mudanças na freqüência e magnitude de inundações extremas – com 0,033% de probabilidade de ocorrência anual. Foram utilizadas observações diárias da vazão de corpos d’água ao longo do período entre 1980 e 2009, coletadas em 309 bacias hidrográficas localizadas no leste da Austrália, 671 bacias hidrográficas nos Estados Unidos, 244 no Brasil e 520 na Europa.
Os resultados mostram que a freqüência de inundações extremas apresenta variabilidade temporal considerável. No entanto, em todas as regiões as taxas de ocorrência sugerem um relativo incremento com o tempo (ver gráfico acima). Os aumentos foram maiores no Hemisfério Norte, sendo de 44,4% na Europa e 21,4% nos Estados Unidos. No Hemisfério Sul, as alterações foram menores, cerca de 11,6% na Austrália e 14% no Brasil.
Não é possível, alerta o estudo, atribuir a tendência registrado a uma causa específica. As incertezas permanecem: os fatores associados à inundações extremas variam significativamente entre uma bacia hidrográfica e outra, e também entre um momento e outro. Portanto, os resultados não representam necessariamente as condições futuras.
Mas a abordagem de avaliação de inundações extremas pode ser combinada com análises específicas de cada bacia hidrográfica. Com isso, elas auxiliarão em melhores projeções de tendências futuras.
Uma das consequências do aquecimento global, de acordo com o estudo, é o incremento nos níveis de vapor d’água da atmosfera. Isso se deve ao fato de que uma atmosfera mais quente é capaz de comportar maior quantidade de vapor d’água. Com maior umidade, a magnitude e a frequência de extremos de chuvas e de inundações tende a subir.
O problema é que os padrões de chuvas e inundações extremas apresentam uma alta variabilidade natural e geográfica. As projeções de modelos climáticos sugerem que as inundações extremas irão aumentar no longo prazo. Contudo, as flutuações locais e regionais são significativas, pois sofrem a influência de inúmeras variáveis meteorológicas e de alterações no uso e ocupação dos solos. Dessa forma, podem apresentar sinais distintos, aumentando e diminuindo, em curto e médio prazo.
Para lidar com as incertezas, os cientistas ressaltam a importância da continuidade de análises sobre o escoamento superficial das águas e as inundações. Em geral, tais análises se concentraram em inundações com certa regularidade ao longo do tempo, como, por exemplo, a avaliação de tendências relacionadas a enchentes anuais ou bienais. Pouca informação havia sido levantada a respeito de eventos extremos.
A fim de suprir essa lacuna, o estudo adotou uma abordagem regional, avaliando as mudanças na freqüência e magnitude de inundações extremas – com 0,033% de probabilidade de ocorrência anual. Foram utilizadas observações diárias da vazão de corpos d’água ao longo do período entre 1980 e 2009, coletadas em 309 bacias hidrográficas localizadas no leste da Austrália, 671 bacias hidrográficas nos Estados Unidos, 244 no Brasil e 520 na Europa.
Os resultados mostram que a freqüência de inundações extremas apresenta variabilidade temporal considerável. No entanto, em todas as regiões as taxas de ocorrência sugerem um relativo incremento com o tempo (ver gráfico acima). Os aumentos foram maiores no Hemisfério Norte, sendo de 44,4% na Europa e 21,4% nos Estados Unidos. No Hemisfério Sul, as alterações foram menores, cerca de 11,6% na Austrália e 14% no Brasil.
Não é possível, alerta o estudo, atribuir a tendência registrado a uma causa específica. As incertezas permanecem: os fatores associados à inundações extremas variam significativamente entre uma bacia hidrográfica e outra, e também entre um momento e outro. Portanto, os resultados não representam necessariamente as condições futuras.
Mas a abordagem de avaliação de inundações extremas pode ser combinada com análises específicas de cada bacia hidrográfica. Com isso, elas auxiliarão em melhores projeções de tendências futuras.
Mais informações: Recent changes in extreme floods across multiple continents
Imagem: Flickr/ Andre Buzzl Jr.


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