Estudo da Universidade de Friburbo, na Suíça, indicou que a grande maioria das geleiras na região central do país desaparecerá totalmente até 2100 devido ao aquecimento global.
Em uma das geleiras estudadas, na área de Reuss, zona central da Suíça, cerca de 1,4 quilômetros cúbicos de gelo, o equivalente a 15 km2, derreteu entre os anos de 1973 e 2010.
Uma análise recente registrou aumento na temperatura média anual do ar da Suíça de 1,75 graus Celsius ao longo dos últimos 150 anos. Projeta-se que a temperatura poderá subir outros 3 graus Celsius até 2100, dependendo do cenário de emissão de gases de efeito estufa.
O derretimento das geleiras leva a uma grande alteração da paisagem. Ao longo dos últimos séculos, as geleiras escavaram os vales alpinos, carregando pedras e criando profundas depressões no relevo.![]() |
O gráfico mostra a mudança na extensão de quatro das geleiras monitoradas na Suíça. Fonte: ETH Zurich/ Laboratory of Hydraulics, Hydrology and Glaciology VAW. |
Com isso, em alguns pontos, criam-se as condições para a formação de lagos, que vão aparecendo na região à medida que as geleiras derretem. Um exemplo é o lago da região de Hüfi, formado após o recuo do gelo.
Outro impacto causado pela retração das geleiras acontecerá sobre o fornecimento de água. O estudo prevê que no final deste século, o fluxo de água em córregos, rios e águas subterrâneas poderá cair em 60% nos meses de agosto e setembro.
Eventos de seca poderão interferir gravemente na disponibilidade de água e no abastecimento do país.
Fonte: Swissinfo
Imagem: Geleira de Tiefen/ SwissGlaciers.org

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