Uma grande quantidade de carbono está armazenada nos solos da floresta amazônica, e parte significativa é originada de queimadas. Quando o fogo queima a biomassa, uma fração do material queimado pode depositar no solos na forma de carbono pirogênico – produzido pela ação do calor – e, diante de condições desfavoráveis à decomposição, permanecer armazenado por séculos ou milênios.
Apesar da relevância do carbono pirogênico no processo de sequestro de carbono, o conhecimento a respeito desses estoques e seus fluxos nos solos de florestas tropicais era mínimo, e a definição de seu tamanho baseada em estimativas imprecisas. A fim de aprimorar o conhecimento sobre o tema, um grupo internacional de pesquisadores, incluindo a Universidade do Mato Grosso e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, realizou a primeira estimativa do estoque de carbono pirogênico nos solos da bacia amazônica a partir de levantamentos de dados em campo.
O estudo se baseou em coletas do solo em dezenas de pontos da floresta amazônica, separando as amostras de cada ponto de acordo com a profundidade do solo, variando entre 5 e 200 cm. Análise das amostras em laboratório identificou a quantidade total de carbono orgânico e a porcentagem correspondente ao carbono pirogênico.
Os resultados mostraram que, assim como em diversos outros ecossistemas do mundo, o carbono pirogênico é onipresente nos solos da floresta tropical amazônica. Varia, de acordo com o tipo de solo, entre 4 e 30% do total do total de carbono orgânico – 11% em média. A partir dos dados, os pesquisadores estimaram que quantidade de carbono pirogênico armazenado nos solos é cerca de 20 vezes maior do que o previsto em estimativas anteriores.
De acordo com o estudo, as queimadas cumprem historicamente um importante papel na modificação do estoque de carbono pelos solos. Essa afirmação pode soar contraditória, uma vez que as queimadas são usualmente associadas à emissão de dióxido de carbono – CO2 – para a atmosfera. Mas elas também produzem carbono pirogênico, constituindo uma fonte significativa de armazenamento de carbono pelos solos em longo prazo.
Apesar da relevância do carbono pirogênico no processo de sequestro de carbono, o conhecimento a respeito desses estoques e seus fluxos nos solos de florestas tropicais era mínimo, e a definição de seu tamanho baseada em estimativas imprecisas. A fim de aprimorar o conhecimento sobre o tema, um grupo internacional de pesquisadores, incluindo a Universidade do Mato Grosso e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, realizou a primeira estimativa do estoque de carbono pirogênico nos solos da bacia amazônica a partir de levantamentos de dados em campo.
O estudo se baseou em coletas do solo em dezenas de pontos da floresta amazônica, separando as amostras de cada ponto de acordo com a profundidade do solo, variando entre 5 e 200 cm. Análise das amostras em laboratório identificou a quantidade total de carbono orgânico e a porcentagem correspondente ao carbono pirogênico.
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| Quantidade de carbono pirogênico identificado nos diversos pontos de coleta, considerando diferentes profundidades do solo. Fonte: figura 1 do estudo. |
Os resultados mostraram que, assim como em diversos outros ecossistemas do mundo, o carbono pirogênico é onipresente nos solos da floresta tropical amazônica. Varia, de acordo com o tipo de solo, entre 4 e 30% do total do total de carbono orgânico – 11% em média. A partir dos dados, os pesquisadores estimaram que quantidade de carbono pirogênico armazenado nos solos é cerca de 20 vezes maior do que o previsto em estimativas anteriores.
De acordo com o estudo, as queimadas cumprem historicamente um importante papel na modificação do estoque de carbono pelos solos. Essa afirmação pode soar contraditória, uma vez que as queimadas são usualmente associadas à emissão de dióxido de carbono – CO2 – para a atmosfera. Mas elas também produzem carbono pirogênico, constituindo uma fonte significativa de armazenamento de carbono pelos solos em longo prazo.
Mais informações: Amazon Basin forest pyrogenic carbon stocks: First estimate of deep storage
Imagem: Vinícius Mendonça – Ascom/Ibama


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