O El Nino de 2016 fez as florestas tropicais emitirem mais de 3 bilhões de toneladas de carbono, ou cerca de 20% das emissões anuais provocadas pela queima de combustíveis fósseis e produção de cimento, segundo levantamento do Observatório Orbital de Carbono da NASA.
Por meio do monitoramento por satélite, o observatório da NASA mede os níveis atmosféricos de dióxido de carbono – CO2 -, o principal gás de efeito estufa. Os levantamentos realizados durante o El Nino de 2016 mostraram um salto no nível das emissões provenientes das florestas tropicais.
Por causa do El Nino, as florestas emitiram três vezes mais CO2 do que a média anual de emissões. Em geral, as emissão originadas das florestas tropicais se deve ao desmatamento, às queimadas e à alteração no uso e ocupação dos solos.
Contribuiu para o salto nas emissões a combinação entre altas temperaturas e seca. No sudeste da Ásia, essas condições levaram a um maior número e a uma maior severidade das queimadas.
Na Amazônica, a seca inibiu o crescimento das plantas e, com isso, a quantidade de carbono sequestrado pela floresta diminuiu (ver mapa abaixo). Na África, temperaturas mais quentes e chuva fizeram com que as florestas exalassem maior quantidade de CO2.
O modo como a vegetação em cada região tropical passa a emitir maior quantidade de gas de efeito estufa era previamente conhecida. O fato novo registrado pelo levantamento da NASA foi que o El Nino influenciou todas as três áreas florestais, na Ásia, África e América do Sul.
Isso sugere que, em um cenário futuro de aquecimento global, a resposta das florestas às alterações climáticas provocadas pelo El Nino pode ser mais complexa do que o previsto anteriormente.
Por meio do monitoramento por satélite, o observatório da NASA mede os níveis atmosféricos de dióxido de carbono – CO2 -, o principal gás de efeito estufa. Os levantamentos realizados durante o El Nino de 2016 mostraram um salto no nível das emissões provenientes das florestas tropicais.
Por causa do El Nino, as florestas emitiram três vezes mais CO2 do que a média anual de emissões. Em geral, as emissão originadas das florestas tropicais se deve ao desmatamento, às queimadas e à alteração no uso e ocupação dos solos.
Contribuiu para o salto nas emissões a combinação entre altas temperaturas e seca. No sudeste da Ásia, essas condições levaram a um maior número e a uma maior severidade das queimadas.
Na Amazônica, a seca inibiu o crescimento das plantas e, com isso, a quantidade de carbono sequestrado pela floresta diminuiu (ver mapa abaixo). Na África, temperaturas mais quentes e chuva fizeram com que as florestas exalassem maior quantidade de CO2.
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| Os mapas mostram a quantidade acumulada de chuvas no início da estação de estiagem; a cor azul indica condições úmidas, e a cor vermelha, seca. No mapa de 2016, observa-se a influência do El Nino na formação de condições mais secas. Fonte: NASA. |
O modo como a vegetação em cada região tropical passa a emitir maior quantidade de gas de efeito estufa era previamente conhecida. O fato novo registrado pelo levantamento da NASA foi que o El Nino influenciou todas as três áreas florestais, na Ásia, África e América do Sul.
Isso sugere que, em um cenário futuro de aquecimento global, a resposta das florestas às alterações climáticas provocadas pelo El Nino pode ser mais complexa do que o previsto anteriormente.
Fonte: Popkin, G. (2017). Massive El Niño sent greenhouse-gas emissions soaring. Nature News, 548(7667), 269.Nature
Imagem: NASA/Earth Observatory


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